sexta-feira, 1 de abril de 2011

Integrando para não Entregar

   Você percebeu quantas transformações ocorreram e estão ocorrendo na Amazônia? Todas essas mudanças refletiram e refletem as idéias criadas e divulgadas sobre a nossa região.
   Mas, quais são essas idéias? Como elas surgiram? A Amazônia no final da década de 50, era a porção do território brasileiro que apresentava um baixo povoamento e era quase totalmente isolada das demais regiões. Essas duas características vão ser utilizadas pelo governo e pelos empresários para justificar a nova fase de ocupação regional. Para esconder o interesse real de exploração, cria-se o discurso de promover o povoamento e a integração da Amazônia.
   Foram os governos militares, com objetivo de facilitar e agilizar a exploração da Amazônia por grupos econômicos nacionais e internacionais que mais utilizaram o isolamento e o pouco povoamento regional para justificar sua ação e a dos empresários sobre a Amazônia. Assim, esses governos, falando em nome da segurança e do desenvolvimento nacional, promoveram o mais completo processo de ocupação e exploração verificado durante toda história regional.
   Através do discurso de que a Amazônia tinha que ser integrada ao resto do país, sob risco de ser internacionalizada, o governo federal deu início a implantação de projetos de integração. Era a política do “integrar para não entregar”. Também se apropriou de territórios pertencentes a diferentes Estados e municípios da região, sob o pretexto de promoves a distribuição das terras para camponeses nos programas de colonização. A frase que marcou e justificou esta medida foi “Amazônia: Terra sem homens para homens sem terra”.   

Um comentário:

  1. Este texto foi minha professora Maria Liduina que passou, ela é minha professora de Estudos Amazônicos.

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